Invenção do Mar
Gerardo Mello Mourão
História 368 páginas
Formato: 14 x 21cm
ISBN: 8501050229
Eu não conhecia Gerardo Mello Mourão. Mas lendo a coluna do Sebastião Nery na Tribuna da Imprensa soube um pouco de sua biografia.
Em páginas da internet li que foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura em 1979. Escritor, jornalista, foi correspondente da Folha de São Paulo de 1980 a 1982.
Intelectual de cultura impressionante, modesto e simples, falava holandês, chinês, latim, grego e os rotineiros francês, inglês, espanhol e italiano.
Marxista convicto, foi preso, teve os direitos políticos cassado e foi exilado duas vezes. A primeira pela ditadura do Estado novo e a segunda após a revolução de 1964.
Dele se dizia ser o Dante da literatura brasileira, ou o Camões. Não é pouca coisa.
Há ainda declarações de Carlos Drummond de Andrade:
“O grande poeta de Minas Gerais não sou eu: – é o espantoso poeta Dantas Mota.
O grande poeta do Brasil também não sou eu: – é o nordestino Gerardo Mello Mourão. Sempre sonhei chegar à poesia a que ele chegou. Não tive força. Ele teve.”
Ezra Pound disse:
“Tudo o que desejei foi escrever, em ritmo próprio, a partir de metros de Homero e de Propércio, foi uma epopéia da América. Não o terei conseguido. Quem o conseguiu, na medida do que sonhei, foi um poeta brasileiro, Gerardo Mello Mourão.”
O poeta, escritor, jornalista e ex-deputado federal cearense Gerardo Mello Mourão faleceu aos 90 anos, na última sexta-feira (9/3/2007).

27 Março, 2007 at 1:27 am
ERRATA
Gerardo Mello Mourão nunca foi marxista. GMM foi Católico. Ele era inteligente e não incorreria jamais numa contradição dessas. Ele foi preso as 18 vezes que foi por outras razões.
27 Março, 2007 at 12:34 pm
Ao Geraldo Vasconcelos agradeço a atenção dispensada à minha postagem e a correção feita.
Como disse, não conhecia Gerardo Mello Mourão e acredito que muitos dos meus amigos não o conheçam. Achei então interessante divulgar algum detalhe da biografia dele. Fiz isso recorrendo a diversas páginas da internet.
Hoje mesmo li o seguinte:
“Minha geração foi uma geração dramática no Brasil. Dentro dela, pertenço àquele grupo que Mário Vieira de Melo, talvez o maior mestre de filosofia vivo neste País, chama, em seu livro mais recente, de “geração integralista” – na qual ele mesmo se inclui – para identificar algumas das mais importantes figuras da vida cultural brasileira dos anos 30. Era quase um adolescente, tinha 18 anos, paguei muito caro por esta opção, mas dela não me arrependo, como fez posteriormente nosso dom Hélder Câmara, dizendo candidamente que foi um erro da juventude.”